Discurso de Madre Rosária Spreafico, abadessa do mosteiro de Vitorchiano

Hoje foi colocada uma pedra, a primeira pedra desta igreja abacial, que as nossas irmãs fundadoras de Santa Maria Mãe da Igreja trouxeram consigo quando partiram da Itália.

A pedra é o símbolo de Cristo, pedra angular,  único fundamento da nossa fé e da nossa vida, único Salvador.  É também um pouco o símbolo do nosso coração endurecido que precisa de ser enterrado como o grão de trigo, para morrer, germinar e dar fruto.

A pedra, que contém o pergaminho com os nomes das monjas da comunidade de Vitorchiano, ficará para sempre escondida, sepultada sob a abside, sob o altar, no local do sacrifício eucarístico de Cristo.  Este será também o lugar da consagração monástica das jovens que Deus com certeza chamará e que, aqui mesmo, se prostrarão no chão para se entregarem inteiramente ao serviço de Deus.

Ainda não conhecemos os rostos dessas vidas que se oferecerão livremente a Deus na nossa forma de vida monástica para serem o louvor da Sua glória, mas sabemos que esta é a única coisa que podemos e devemos fazer no mundo de hoje que abandonou Cristo. Sim, devemos construir lugares de vida não secularizados, comunidades de fé e caridade, de perdão e paz.

Desde o início, o arquiteto Pedro vislumbrou nesta colina o local escolhido por Deus para construir um mosteiro e conseguiu exprimir arquitetonicamente o nosso sentimento comum. O Pedro projectou e agora outros estão a construir, cada um segundo os dons e a energia recebidos de Deus: que o Senhor permita que todos continuem a colaborar nesta obra, que nos permita enfrentar as dificuldades sem O perdermos de vista, a Ele que é o Senhor, que proteja todos os que trabalham na construção e abençoe as suas famílias.

Que o Senhor acompanhe sempre o Senhor Dom José Cordeiro, que é e será sempre o Bispo fundador,  que foi para nós o mensageiro do chamamento de Deus para iniciarmos aqui uma nova comunidade monástica. Agradecemos a sua solecitude, a sua amizade e a rede de relações que nos proporcionou.  A nossa gratidão também ao Padre António, nosso fiel capelão, e a tantos amigos que nos ajudaram e ajudam: o Sr. António, a Paula e a sua família, a Dra. Sofia e a Dr. Margarida, a equipa de arquitetos e o nosso coordenador técnico o Eng. Paulo e a sua esposa, juntamente com a empresa Sopsec e, finalmente, os construtores desta obra: do Eng. Luís Sá e sua esposa até a toda a empresa Anteros…

Agradeço também pela participação dos Bispos da provincia eclesiástica de Braga, à presença amiga da Senhora Presidente da Câmara, Helena Barril,  e de todos os representantes da Câmara de Miranda.

Os agradecimentos que dirigimos a todos são nossos, das que estamos aqui, são  de todas as Irmãs de Vitorchiano e são também dos irmãos e benfeitores que nos apoiam neste desafio que supera as nossas forças, mas não a sua generosidade.

A nossa última palavra é um pedido ao Senhor, para que encha de vida esta Igreja e este mosteiro de geração em geração,  para glória de Deus e da sua Santíssima Mãe.

Trapistas Palaçoulo

 

Qual é o homem que ama a vida e deseja ver dias felizes?
E se tu, ouvindo-o, responderes: “Eu”, diz-te Deus…